UMA BIOGRAFIA PORRA-LOUCA E HILÁRIA, MAS SÉRIA

Estava eu, semana passada, bundando (vou me permitir usar essa terminologia) numa livraria, esperando para dar o horário da sessão do excelente “Hidden Figures”, em português “Estrelas além do tempo”, e, de repente me deparo com um livro de capa chamativa – laranja - com um RG estampado, feio, por sinal. Ao aproximar-me constatei tratar-se da autobiografia de Rita Lee.

Resolvi i folhear. Não que eu seja, ou tenha sido um fã, mas todos nós correligionários dos bailinhos dos anos 1980 dançamos ao som da “musa louka”.

Meus olhos deslizaram por algumas linhas logo no começo e, de repente, para espanto de minha mulher que séria folheava um exemplar do “Freud” de Elisabeth Roudinesco, escapou-me uma gargalhada. Contive-me. Continuei a leitura e novamente outra gargalhada. Deu o horário, fomos assistir ao filme, por sinal muito bom para se sentir o preconceito e o racismo contra as mulheres negras que levaram dos estadunidenses à lua... Durante a sessão eu me empanturrei da maravilhosa pipoca doce do Espaço Itaú de Cinema.

Fomos embora.

Chegando em casa entrei no kindle e baixei uma amostra do livro que imediatamente me pegou, inclusive porque a narrativa se passa em grande parte em locais muito próximos a mim. Comprei (R$ 7,50). A história, além da música (discografia), que no caso para mim foi mais detalhe, embora eu tenha dado boas fuçadas no Spotify pra lembrar e, confesso fiquei surpreso com o conjunto da obra. Envolve também, religião, esoterismo, astrologia, Antroposofia...

Bem, tenho que dizer que devorei o livro. Dei muitas, mas muitas gargalhadas. Vejam bem gargalhadas de chorar de rir como há muitos anos não dava. Principalmente nos trechos da infância e adolescência e da relação familiar.

Para nós que estamos entrando na pré-velhice, vale a pena ler a história de "Madre-Teresa-de-Qual-Cu-Tá", como ela se denomina em determinado trecho. A história de uma pessoa “possuída” pela música. É bom lembrar que nem tudo é riso, embora ela faça piada com tudo, e com todos, principalmente consigo mesma. Sua drogadição foi punk quase destruiu sua vida, mas curiosamente a salvou também. É realmente muita louca a história, vale a pena.


LEV BERNI DESENVOLVIMENTO HUMANO PSICOLOGIA & EDUCAÇÃO

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