O PACIENTE, O "NOTICILÁRIO", O CANDIDATO E O NOSSO INCERTO FUTURO...

Assisti ao recém-lançado “O Paciente", inspirado no livro homônimo de Luis Mir (2010), que conta a história da morte de Tancredo Neves. Vale muito assistir pelo resgate histórico (bem adequado ao momento) e pela espetacular atuação de Oton Bastos. O filme, chocante pelos inúmeros erros que levaram Sarney ao poder, enquanto esperávamos Tancredo, me fez pensar que somos meio amaldiçoados, pois, como nação, estamos sempre começando, começando e “nunca começamos” isto é, nunca vamos pra frente.

Então tive um sonho horrível. Na verdade, um pesadelo, sonhei que as pessoas andavam na rua para serem alvejadas. Sim, grupos de pessoas vestindo camisas amarelas andavam na rua e sabiam que estavam ali para serem abatidas por um tiro... Horrível, não? (eu entre elas) o bom é que os atiradores “não atiravam”. Ainda bem.

Pela manhã li uma matéria da BBC Brasil, sempre muito completas, tratando do aumento dos grupos neonazistas em São Paulo grupos que crescem no Brasil e no mundo, em função do momento radial que estamos vivendo.

Depois assisti ao sempre hilário "Greg News" tratando do candidato, cuja vida sofreu um atentado recentemente. Esse menino, o Gregório, vulgo Greg é espetacular, consegue falar brincando coisas muito importantes, e sérias, totalmente embasadas em fatos concretamente levantados para o programa por pesquisa criteriosa.

Então lembrei de um livro que havia lido há muitos anos atrás, “Grandes Homens do meu tempo”, escrito por um “velho bêbado”, sobre uma pessoa corretíssima, que empolgou, levantou e derrubou uma nação. O velho bêbado era ninguém menos do que Winston Churchill, e o corretíssimo Adolf Hitler.

O livro foi escrito após a ascensão de Hitler na Alemanha (1935), antes dos horrores da II Guerra mundial, por isso é muito importante, porque foi escrito antes dos horrores que conhecemos bem hoje. Ele começa o capítulo assim: “Não é possível fazer julgamento de uma figura pública que tenha atingido a enorme dimensão de Hitler até que o resultado do trabalho de toda sua vida tenha desfilado diante de nós. Embora nenhuma ação política subsequente possa desculpar ações condenáveis, a história está repleta de exemplos de homens que chegaram ao poder empregando métodos duros, severos e até assustadores, mas, quando examinada sua vida toda, foram avaliados como grandes vultos, cujas vidas enriqueceram a história da humanidade. Pois que assim seja com Hitler” (Churchill, 2004, pág. 272).

Como sabemos a trajetória de Hitler foi um exemplo que não deve ser seguido, mas que deve ser lembrado. Cabo Hitler, chegou ao poder pelas vias democráticas e implantou uma ditadura que afundou a Alemanha, a Europa e o mundo em prejuízos que ainda se fazem sentir. “Ele foi o produto da revolta e da dor (...). Ele foi que exorcizou das mentes o fantasma do desespero, substituindo-o pelo não menos pernicioso, espírito da revanche. Ele subira pela violência e pela paixão (...)” (Churchill, 2004, pág. 272, 275)

Churchill tinha alguns elementos do passado de Hitler para analisar e afirmou “ Se como eu disse, examinarmos apenas o passado, que é tudo de que dispomos para julgar, devemos ficar realmente inquietos” (por favor, se você tem ainda dúvida, atente para o passado do “candidato” ricamente ilustrado no Greg News).

Prezado amigo/amiga não quero ofendê-lo(a), mas é preciso olhar com coragem crítica para o momento que estamos vivendo e fazer uma opção para o país. Sim, estamos num buraco que parece cada vez mais se abrir, um sumidouro. Não podemos olhar para questão como se estivéssemos assistindo (torcendo) num jogo de futebol, se uma figura nefasta, oportunista e despreparada chegar ao poder, o buraco parece que se abrirá mais. A história testemunha isso.

Como povo estamos em sofrimento, humilhados, explorados, envergonhados. Cabe a nós, de forma serena e fraterna a (re)construção. Os índices da economia continuam andando para trás, enquanto o mercado de forma perversa espera pelo futuro incerto, que continua se anunciando sombrio.

Só com muita calma, serenidade e paciência conseguiremos mudar. Nenhum presidente fara isso sozinho, a mudança depende de nossa mudança pessoal, nosso espírito de (re)construção e união.

27 milhões de brasileiros e brasileiras parecem embevecidos nessa estratégia perigosa, muito perigosa de mudança... Se você tiver paciência crítica assista o Greg News. Os primeiros 7 minutos ele é, digamos, exagerado, mas dali pra frente, consegue ser ponderado apresentado concretamente dados muito relevantes.


LEV BERNI DESENVOLVIMENTO HUMANO PSICOLOGIA & EDUCAÇÃO

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