A BUSCA DO SENTIDO ATRAVÉS DA DANÇA, FRENTE AO EXTERMÍNIO E O CAOS

Sabe aquela coisa que você gosta de fazer, e que faz com que sua vida tenha sentido? Quando isso acontece e se alia ao trabalho é maravilho, não? Já que muitas vezes ficamos enfiados em ambientes profissionais, na maior parte de nosso tempo útil. Mas, às vezes esse sentido maior está nas ações que realizamos nas horas vagas. Seja como for, quando encontramos o sentido em viver, aprendemos a gostar de tudo que fazemos, ao invés de querer fazer tudo que (achamos) que gostamos. O nome desse encontro com o sentido da vida é espiritualidade e não precisa estar vinculada à religião. Quando a vida tem sentido somos mais fortes para enfrentar as vicissitudes da vida. Foi por isso que a Organização Mundial de Saúde incluiu esse conceito nas orientações sobre Saúde.

Esse foi o caso de Helen Lewis (1916-2009) que encontrou na dança seu caminho de vida. Como ela era de origem judia, esse caminho foi interrompido em 1940/43 com a II Guerra Mundial e sua deportação para um gueto e depois para um campo de extermínio. Obviamente ela sobreviveu para contar sua história que poderá ser lida no único livro que publicou: “É Hora de Falar”, RJ: Bertrand Brasil, 2013.

Sorte, entusiasmo e humanismo, assim como crueldade, humilhação e desespero serão vistos pelos olhos da jovem Helen que aos vinte e poucos anos passou três entre o gueto e os campos de extermínio nazistas.

Um relato sereno de uma senhora de mais de setenta anos que apresenta os conflitos emocionais vivenciados pelas pessoas nos lados da história: o dos agressores e o das vítimas. Uma lição de espiritualidade sem vinculação com a religião, uma inspiração para seguirmos militando pelos Direitos Humanos e o respeito à diversidade.

(Uma curiosidade para o campo das Práticas Integrativas e Complementares será encontrar na história um médico Antroposofista)


LEV BERNI DESENVOLVIMENTO HUMANO PSICOLOGIA & EDUCAÇÃO

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